Valdir
Rocha nasceu na cidade de São Paulo, onde vive. Dedica-se
às artes plásticas, como autodidata, desde 1967,
nos domínios da escultura, da pintura, do desenho e da
gravura. Realizou diversas exposições individuais.
Parte
diversificada de sua produção, está reunida
nos seguintes livros: Títeres de Ninguém, Letras
Contemporâneas, Florianópolis, 2005; O Desenho de
Valdir Rocha, de Mirian de Carvalho, Escrituras, São Paulo,
2004; A Escultura de Valdir Rocha, de Péricles Prade, Escrituras,
São Paulo, 2004; Gravuras em Metal, Artemeios, São
Paulo, 2002; Xilogravuras, Escrituras, São Paulo, 2001;
Intimidades Transvistas, Escrituras, São Paulo, 1997; e
Mentiras, Verdades-meias & Casos Veros, Escrituras, São
Paulo, 1994
BREVE
CRONOLOGIA
2005
· Exposição individual A Memória Primordial
de Valdir Rocha (esculturas, desenhos e gravuras em metal), na
Galeria da ACAP, em Florianópolis, com texto de apresentação
de Osmar Pisani, novembro/dezembro.
· Lançamento do livro Títeres de Ninguém
(Florianópolis: Letras Contemporâneas), com 61 textos
em versos e igual número de reproduções de
gravuras em metal.
2004
· Lançamento do livro A Escultura de Valdir Rocha,
de Mirian de Carvalho (São Paulo, Escrituras), com 105
reproduções.
· Lançamento do livro O Desenho de Valdir Rocha,
de Péricles Prade (São Paulo, Escrituras), com 156
reproduções.
· Exposição individual Impressões
Digitais (esculturas), na Galeria da Paulista - Conjunto Cultural
da Caixa, em São Paulo, com texto de apresentação
de Jorge Anthonio e Silva, outubro/dezembro.
· Exposição individual Valdir Rocha - Esculturas
e Desenhos, na Galeria de Arte IBEU, no Rio de Janeiro, com texto
de apresentação de Mirian de Carvalho, outubro/novembro.
2002
· Lançamento do livro Gravuras em Metal (São
Paulo: Artemeios) com texto de apresentação de Carlos
Soulié do Amaral, com 127 reproduções.
· Lançamento do livro Cabeças (São
Paulo: Arte Aplicada), com reproduções de pinturas
e esculturas em bronze, texto de apresentação de
Péricles Prade e texto de orelha de Sabina de Libman.
· Exposição individual Domínios e
Dominações (xilogravuras e gravuras em metal, inclusive
matrizes), na Sala Mário Pedrosa, da Secretaria Municipal
de Cultura de São Paulo, com texto de apresentação
de Péricles Prade, setembro.
2001
· Lançamento do livro Vagas Lembranças (São
Paulo, Quaisquer), com 27 xilogravuras de sua autoria, acompanhadas
de poemas de Álvaro Alves de Faria, criados a partir daquelas.
· Lançamento do livro Nus Frontais (São Paulo,
Quaisquer), com 16 xilogravuras de sua autoria, acompanhadas de
poemas de Raquel Naveira, criados a partir daquelas.
· Lançamento do livro Sete (São Paulo, Quaisquer),
com 25 xilogravuras de sua autoria, acompanhadas de poemas de
Celso de Alencar, criados a partir daquelas.
· Lançamento do livro Memórias (São
Paulo, Quaisquer), com 17 xilogravuras de sua autoria, acompanhadas
de poemas de Eunice Arruda, criados a partir daquelas.
· Lançamento do livro Xilogravuras (São Paulo,
Escrituras), com 113 xilogravuras reproduzidas e apresentação
de Nelly Novaes Coelho.
1998
· Lançamento do livro Fui Eu (São Paulo:
Escrituras), volume em que 41 poetas brasileiros, sob a coordenação
de Eunice Arruda, escrevem poemas em torno de uma única
pintura que lhes serve de ponto de partida. Participam do volume:
Alcides Buss, Álvaro Alves de Faria, Álvaro Faleiros,
André Carneiro, Anibal Beça, Aristides Sergio Klafke,
Astrid Cabral, Beatriz Helena Ramos Amaral, Carlos Nejar, Celso
de Alencar, César Leal, Cláudio Willer, Donizete
Galvão, Dora Ferreira da Silva, Eunice Arruda, Fernando
Py, Flávia Savary, Iacyr Anderson Freitas, Ieda Estergilda
de Abreu, João de Jesus Paes Loureiro, Jorge Tufic, Leila
Echaime, Leila Miccolis, Lindolf Bell, Lucia Ribeiro da Silva,
Luciano Maia, Maria Lucia Dal Farra, Maria Rita Kehl, Neide Arcanjo,
Núbia N. Marques, Olga Savary, Orides Fontela, Renata Pallottini,
Rodrigo de Haro, Rubens Jardim, Ruy Proença, Samuel Penido,
Terêza Tenório, Ulisses Tavares, Urhacy Faustino
e Virgilio Maia, com apresentação de Marlise Vaz
Bridi.
1996
· Lançamento do livro Intimidades Transvistas (São
Paulo: Escrituras) com reprodução de 80 de suas
pinturas, ilustradas com poemas de 20 autores, a saber: Alonso
Alvarez, Christiane Tricerri, Cristina Bastos, Eunice Arruda,
Gonzaga Leão, Hamilton Faria, Helena Armond, Ives Gandra,
Jorge Mautner, Marola Omartem, Neide Arcanjo, Nilson Machado,
Olga Savary, Pedro Garcia, Raimundo Gadelha, Raquel Naveira, Renata
Pallottini, Renato Gonda, Thereza Motta e Wilson Pereira, com
apresentação de Aguinaldo Gonçalves. Nesse
volume, inverte-se a ordem usual das edições em
que desenhos ou pinturas ilustram textos anteriormente escritos:
os poemas partem de algo sugerido pelas pinturas de Valdir Rocha,
com elas se harmonizando.
1994
· Lançamento do livro Mentiras, Verdades-meias e
Casos Veros (São Paulo: Escrituras), mistifório
em que juntou pequenos textos (aforismos etc.) com reproduções
de pinturas, esculturas, desenhos etc.
1970
· Exposição individual Os Primórdios,
na Galeria do SESC, em São Paulo, com texto de apresentação
de José Geraldo Vieira, setembro.
ALGUMAS OPINIÕES SOBRE O TRABALHO DE VALDIR ROCHA
Segundo
Sabina de Libman,
"Valdir explora um jogo de várias possibilidades:
domínio, submissão, temor e coragem - enfrentamento."
De
sua parte, Péricles Prade assinala que a concepção
de suas obras
"se funda numa vocação antropocêntrica,
sendo evidente na maioria das representações da
forma humana, ou, no mínimo, comparece com palpável
insinuação de corporeidade dessa estrutura".
Jorge
Anthonio e Silva aponta que
"Valdir Rocha é um transgressor de reentrâncias
insondáveis, um criador de negros aveludados de aranhas,
um lírico poeta de nostálgicos meios tons, de ranhuras
sonoras e de uma saudade cruel de tudo o que um dia poderá
ser."
Para
Nelly Novaes Coelho,
"compreende-se a essencialidade do ícone escolhido
pelo artista: a cabeça (sede do conhecimento), com olhos
abertos (é do ver que chegamos ao conhecer) e sem orelhas
(faz-se urgente ouvirmos a voz interior e não mais a voz
exterior - hoje reduzida a simples ruído, que só
pode perturbar o caminho da busca). É, pois, de busca que
se trata."
Carlos
Soulié do Amaral aponta traço urbano na obra do
artista:
"Séria, profunda e densa, a caligrafia de Valdir Rocha
parece emergir da fuligem que impregna o ar, as ruas, as calçadas
e as paredes das metrópoles onde a vida trepida impregnada
dos gases e fumaças que conspurcam tudo." E acrescenta
que "Valdir Rocha descobriu e encontrou sua arte e a si próprio
na prática da ação; na luta de buscar, experimentar,
fazer e refazer, construir e destruir até alcançar
a forma e a expressão condizente com o que quer transmitir.
Ele não é fruto dessa ou daquela escola nem defensor
e exemplo da teoria A, B ou Z. É um independente persistente."
Osmar
Pisani assinala que
"A obra de Valdir Rocha define-se por um inquietante estranhamento,
que antecipa a insólita visão facial, no limiar
do inefável. Sente-se, no ritual de percepção
estética do artista, a memória primordial do mundo,
como um perpétuo movimento em torno do pavor ancestral,
do medo, da destruição, do sublime, do imutável."
Para
Mirian de Carvalho,
"No trabalho de Valdir Rocha, o estranhamento se inicia pelo
motivo apreendido como fragmento. Na quase totalidade dos trabalhos,
o artista esculpe, desenha, pinta e grava Cabeças. Arquétipo
e centro de sentidos do ser, as Cabeças integram uma plêiade
de fisionomias reveladoras de sentimentos, paixões e atos
próprios dos humanos. A partir dessa matriz simbólica,
Valdir Rocha reúne um rebanho de seres diversos e aparentados.
Figuras míticas. Animais. Objetos. Vegetais. Fenômenos
da natureza. Seres Humanos."
BIBLIOGRAFIA DE E SOBRE SEU TRABALHO
ALENCAR,
Celso. "A Poesia de Valdir Rocha". Texto de orelha do
livro Sete (poemas de Celso de Alencar / xilogravuras de Valdir
Rocha). São Paulo, Quaisquer, 2001.
AMARAL,
Carlos Soulié do. "Valdir Rocha e o Balé da
Multidão". Texto de apresentação do
livro Gravuras em Metal. São Paulo: Artemeios, 2002.
ARRUDA,
Eunice (org.). Fui Eu. Escrituras, São Paulo, 1998. Volume
com a participação dos seguintes poetas: Alcides
Buss, Álvaro Alves de Faria, Álvaro Faleiros, André
Carneiro, Anibal Beça, Aristides Sergio Klafke, Astrid
Cabral, Beatriz Helena Ramos Amaral, Carlos Nejar, Celso de Alencar,
César Leal, Cláudio Willer, Donizete Galvão,
Dora Ferreira da Silva, Eunice Arruda, Fernando Py, Flávia
Savary, Iacyr Anderson Freitas, Ieda Estergilda de Abreu, João
de Jesus Paes Loureiro, Jorge Tufic, Leila Echaime, Leila Miccolis,
Lindolf Bell, Lucia Ribeiro da Silva, Luciano Maia, Maria Lucia
Dal Farra, Maria Rita Kehl, Neide Arcanjo, Núbia N. Marques,
Olga Savary, Orides Fontela, Renata Pallottini, Rodrigo de Haro,
Rubens Jardim, Ruy Proença, Samuel Penido, Terêza
Tenório, Ulisses Tavares, Urhacy Faustino e Virgilio Maia,
com apresentação de Marlise Vaz Bridi;
___. "A Xilogravura de Valdir Rocha". Texto de orelha
do livro Memórias (poemas de Eunice Arruda / xilogravuras
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Volume com a participação dos seguintes poetas:
Alonso Alvarez, Christiane Tricerri, Cristina Bastos, Eunice Arruda,
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Olga Savary, Pedro Garcia, Raimundo Gadelha, Raquel Naveira, Renata
Pallottini, Renato Gonda, Thereza Motta e Wilson Pereira, com
apresentação de Aguinaldo Gonçalves.
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___. "Mutatis Mutandis". Texto de orelha no livro Gravuras
em Metal - Valdir Rocha. São Paulo: Artemeios, 2002.
VIEIRA,
José Geraldo. Texto de apresentação do catálogo
da exposição realizada em setembro de 1970, na Galeria
do SESC, em São Paulo. Também reproduzido in Valdir
Rocha - Xilogravuras. São Paulo: Escrituras, 2001.
WILLER,
Claudio. "Valdir Rocha: a Palavra, a Imagem e o Olhar".
Revista Agulha nº 38, Fortaleza/São Paulo, abril/2004.
Disponível aqui.
Acesso em 20/07/2006
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